Coletivo de Mulheres da Ufal

     

Domingo, Fevereiro 05, 2006

 
O Coleitvo de Mulheres realiza, nos próximos dias 19 e 26 de fevereiro, o grupo de estudos sobre a condição feminina, com o professor Sérgio Lessa, da Universidade Federal de Alagoas. Textos de Marx, engels, Clara Zetkin e Lenin servirão de base para a discussão. A leitura dos textos é pré-requisito para participação no grupo de estudos. Os interessados em participar devem entrar em contato com Elaine, pelo endereço elainecdsl@yahoo.com.br.


Vamos à luta:

Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

 
EU NO MEIO DESSA ZORRA

Eu no meio dessa zorra
lutando feito leoa
chorando sempre escondida
debaixo do meu vestido

Nesse Brasil que vai prá frente
com rios feitos de sangue
com homens dentro da noite

E o povo olhando tudo
olhando e ficando quieto
palhaços tristes palhaços

Nesta luta sem poesia
nesta luta pelo pão
o não é arma escondida
na palma da minha mão

Eu não me chamo Medeia
nem Rosa de Luzemburgo,
nem ao menos Dagmar

Vê se te acanha e manéra
ouve meu grito de fera
ferida dos top-tops da vida

Conheço o fundo poço
conheço o meu pesadelo
conheço a morte na carne
conheço a cara no espelho

Conheço a crise e a manobra
conheço a estagnação
e eu só tenho uma carência
carência de sacação

Alzira Rufino

--->Foi a primeira escritora negra a ter seu depoimento gravado no Museu de Literatura Mário de Andrade, em São Paulo/SP.
Convidada da III Feira Internacional do Livro Feminista, realizada em l988, no Canadá,
onde participou de um painel internacional de escritoras negras e lançou seu livro de poemas "Eu, mulher negra, resisto".
Convidada da V Feira Internacional do Livro Feminista, em l992, na Holanda.
Tem artigos publicados em jornais e revistas dos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Índia, Chile e Senegal.

Um pouco sobre seu ativismo: ¿ Profissional de saúde (enfermagem). Ativista do movimento negro e do movimento de mulheres.
¿ Pioneira em sua região ao escrever para a imprensa local sobre a situação da mulher negra/raça negra e sobre a violência contra a mulher, sendo responsável pelo debate público e por um crescente envolvimento da mídia, poder público e comunidade nestas questões, além de dar visibilidade política às mulheres negras da Baixada Santista. ¿ Lançou, em 1986, o Coletivo de Mulheres Negras da Baixada Santista; ¿ Em 1990, fundou a Casa de Cultura da Mulher Negra (...).

www.casadeculturadamulhernegra.org.br


Vamos à luta:

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

 
O Coletivo de Mulheres da Ufal vem mais uma vez convidar a todos (as) para a atividade que será realizada nesta sexta-feira (09), a partir das 15 horas, na sede do DCE-Ufal, na Praça Sinimbu. Haverá exibição de filme, discussão e ato simbólico contra a opressão de gênero.

Programação:
15:00 Exibição do filme ¿Em Nome de Deus¿ (The Magdalene Sisters, 2002)

17:00 Discussão sobre o filme
!7:30 Fogueira das Opressões (ato simbólico que será realizado após a discussão do filme)

Local: DCE-Ufal (Sinimbu)

Vamos à luta:

Sexta-feira, Novembro 25, 2005

 
Edição de Novembro do Gênero em Questão.
página 1

página 2
Vamos à luta:
 
25 de novembro é o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. A data foi escolhida no 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs revolucionárias Mirabal (Patrícia, Minerva e Tereza), presas, torturadas e assassinadas nesta data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

Em alusão à data, e como mais uma forma de atuar na construção das relações igualitárias entre homens e mulheres, o Coletivo de Mulheres da Ufal organizou uma tarde de atividades, que acontecem nesta sexta-feira (25), a partir das 15:30 horas, na sede do DCE-Ufal, localizada na Praça Sinimbu.


Programação:

15:30 Oficina: Desconstruindo opressões e construindo novas relações de gênero

16:30 Exibição do filme "Malena" (2000), com direção de Giuseppe Tornatore.


Por entender que essa é uma luta que cabe a todos nós, o Coletivo convida todo mundo para a atividade, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade da participação de homens e mulheres na construção da luta por uma sociedade igualitária.


Vamos à luta:

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

 
Convite


Nesta sexta (21/10), o Coletivo de Mulheres da Ufal exibe o filme "A excêntrica família de Antônia", na sede do DCE-Ufal, na praça Sinimbu, às 19 horas.


www.coletivomulheres.blogger.com.br
Vamos à luta:

Domingo, Outubro 09, 2005

 
No último sábado (08), houve reunião do Coletivo de Mulheres. Estamos organizando um calendário de atuação durante a greve. Em breve divulgaremos nossas atividades.
Vamos à luta:

Sexta-feira, Outubro 07, 2005

 
Neste sábado (08/10) o Coletivo de Mulheres da Ufal realiza reunião, às 16 horas, na sede do DCE-Ufal, localizada na Praça Sinimbu.
Vamos à luta:

Quarta-feira, Abril 06, 2005

 
- Quinta-feira (07), às 17 horas, na Praça Sinimbu, o Coletivo de Mulheres discute a Regulamentação da Prostituição. A discussão foi remarcada no sábado passado.

- Durante as Calouradas da Ufal, o Coletivo de Mulheres participará de alguns espaços. Em breve divulgamos nosso calendário de atuação.
Vamos à luta:
 
Vejam a nova edição do "Gênero em Questão": Primeira Página Página Dois
Vamos à luta:

Domingo, Março 20, 2005

 
No dia 02 de abril, a partir das 13 horas, no DCE Sinimbu, o Coletivo de Mulheres realiza uma discussão sobre a Regulamentação da Prostituição.
Vamos à luta:

Quarta-feira, Março 09, 2005

 
No próximo sábado ( 12/03), o Coletivo de Mulheres da Ufal se reunirá, no DCE-Sinimbu, a partir das 14 horas. Todos e todas que queriam participar estão convidados (as).
Vamos à luta:

Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

 
Você já pensou nisso?

Talvez pareça estranho ouvir, em pleno século XXI, que a mulher ainda é oprimida. Pois é. Você já pensou o quanto a suposta "igualdade" entre os sexos faz parte de um jogo de interesses socioeconômicos, culturais e religiosos?
Se você é mulher, provavelmente já passou por muitas situações em que foi colocada em condição de inferioridade. Talvez tenha percebido, ou não. Mesmo as que percebem, são poucas as que reagem. Afinal, a opressão de gênero está presente em todas as instituições: na família, na Igreja, na escola, no Estado... opor-se a ela é contestar toda a nossa formação, o que vemos na TV e o que ouvimos dos mais velhos!
Quando criança, aprendemos o que é "coisa de mulher" e "coisa de homem". Que mulher não deve agir "assim". Que tem que ser doce, meiga, frágil. O homem tem que ser "macho", se impor. Tem brincadeira certa para os dois sexos. Até a linguagem contribui: as profissões "femininas" são sempre as supostamente inferiores... as demais ¿ mesmo que a maioria seja exercida por mulheres ¿ são colocadas no gênero masculino.
Quantas vezes você foi atendida (o) por um secretário em uma repartição pública ou escritório? Geralmente são mulheres (jovens e bonitas, de preferência). A beleza masculina faz tanta diferença quanto a feminina?
Não paramos por aí. Pense nos chamados "programas femininos" da TV. Do que eles tratam? Culinária, beleza estética, família... os assuntos decisivos para a humanidade são assuntos de homens: política, economia... às mulheres restam as revistas de fofoca, aos relatos apaixonados e sofridos, a melhor forma de se criar os filhos (o pai é apenas um adorno). E olha que não vamos nem falar da exploração do corpo nem das propagandas de cerveja!
Nosso dever ¿ além de trabalhar fora ¿ é organizar a casa. Nossa sexualidade é tratada de forma pejorativa. E a igreja contribui ainda mais para "definir" o papel do homem e da mulher. E o que deveria ser colaboração, companheirismo, torna-se separação de tarefas. O que é "ser mulher" e "ser homem" não é algo pré-definido pela natureza, é uma construção social. Basta conhecer as diversas culturas espalhadas pelo mundo ao longo do tempo.
Se você acredita que essa realidade precisa ser desconstruída, e isso não pode ser feito isoladamente, junte-se ao nosso coletivo de mulheres!
Para entrar em contato, envie um e-mail para coletivomulheres@yahoo.com.br, ou inscreva-se na lista de discussão: coletivomulheres-subscribe@yahoogroups.com
Caso você seja do sexo masculino e deseje quebrar esses tabus, sua participação também será bem-vinda! Mas se por acaso você achar tudo isso uma grande bobagem, lamentamos. Infelizmente, é mais difícil para os opressores reconhecerem o quanto nos exploram. É contra isso que lutamos.

Vamos à luta:

Sábado, Fevereiro 26, 2005

 
Regulamentação da profissional do sexo em debate

Encarar um problema como sendo "natural", e buscando, desta forma, adequá-lo a uma realidade socio-político-econômica que se proclama imutável, é o primeiro passo para reforçar a lógica do sistema. O Projeto de Lei proposto pelo deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO), propondo a regularização dos profissionais do sexo, se coloca como progressista, mas, longe disso, nasce de uma das concepções mais conservadoras da nossa sociedade: a idéia de que comercializar o próprio corpo e vendê-lo como mercadoria é resultante da escolha da mulher ou homem que o faz, e não conseqüência de uma sociedade mercantilista, na qual o valor material está acima do humano.
É estranho que a defesa de um projeto se coloque a partir do controle da(o) prostituta(o) sobre seu próprio corpo, quando na verdade é o contrário: o capital controla o corpo, pois a escolha do parceiro(a) se dá pelo fator econômico, não emocional. E não estamos colocando o fato de forma conservadora: acreditamos que a dita "libertinagem" (como é classificada pela sociedade burguesa a troca constante de parceiros) é resultante de uma moral sexual repressora, e que a criminalização da prostituição também é um erro. Mas daí a ser regulamentada pelo Estado como profissão é, mais do que admitir, incentivar uma prática que rebaixa o ser humano à condição de mercadoria, degradando-o física e psicologicamente.
Mas o problema vai além: o projeto incentiva a exploração da prostituição por terceiros, o que fortalece o mercado do sexo e não contribui em nada para reduzir a violência no meio. A garantia da saúde dessas pessoas não está ligada à regularização da "profissão", mas à boa qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a informações sobre DST e Aids, cujo alcance deve ser para toda a sociedade. O Estado que se auto-proclama progressista, com todos os limites da sociedade capitalista, deveria se preocupar em garantir os direitos básicos aos brasileiros. Para que a liberdade sexual não nos transpareça disfarçada de profissão regularizada. A quebra dos valores morais conservadores e a melhoria da qualidade de vida não passam, definitivamente, por esse projeto de lei.
Vamos à luta:
 
Encontro Nacional de Mulheres

Se olharmos a discriminação sob a ótica das relações de gênero, é preciso ter clareza que a questão de gênero não é só coisa de mulher, não é biológico, nem de anatomia, ou da diferença entre macho e fêmea. A desigualdade de gênero é uma construção cultural, incorporada a todos nós: mulheres e homens, feministas e não-feministas.
Herdamos da nossa sociedade uma cultura patriarcal, machista, preconceituosa, excludente, que ignora o acesso da mulher aos diferentes segmentos da sociedade. O debate de gênero se constitui, efetivamente, como um ato político e ele deve articular, como em outros temas, a pesquisa, formação e ação.
A afirmação de que é necessário um debate de ¿gênero e a construção de um movimento estudantil feminista, no qual as mulheres possam se auto-organizar para combater o machismo e protagonizar a construção de uma outra sociedade¿ aparece como alternativa para se chegar à mudança.
Com a experiência do Encontro de Mulheres da UNE, realizado em 1987, e partindo do grande avanço da realização do ENUDS (Encontro Nacional de Universitários pela Diversidade Sexual), estaremos agora buscando um novo olhar sobre a universidade. Olhar este que permitirá o acesso sem discriminação para aqueles que o capitalismo e o moralismo da sociedade se encarregaram de excluir.
Em março de 2005, estaremos promovendo o Encontro de Mulheres Estudantes, que visa sensibilizar companheiras para a luta feminista e garantir consequência política para o movimento estudantil. Para tanto, tal evento não pode ser visto como um fim em si mesmo, mas como início de um longo processo de mudança, partindo dos alicerces. Seu maior objetivo é proporcionar um olhar feminista sob a universidade e um maior diálogo entre o movimento estudantil e o movimento de mulheres. Se você acredita que outra visão é possível para a nossa sociedade, participe e seja protagonista de uma outra história.
Vamos à luta:

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