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Domingo, Março 20, 2005
No dia 02 de abril, a partir das 13 horas, no DCE Sinimbu, o Coletivo de Mulheres realiza uma discussão sobre a Regulamentação da Prostituição.
9:33 PM
Vamos à luta:
Quinta-feira, Março 10, 2005
No próximo sábado ( 12/03), o Coletivo de Mulheres da Ufal se reunirá, no DCE-Sinimbu, a partir das 14 horas. Todos e todas que queriam participar estão convidados (as).
12:09 AM
Vamos à luta:
Terça-feira, Março 01, 2005
Você já pensou nisso?
Talvez pareça estranho ouvir, em pleno século XXI, que a mulher ainda é oprimida. Pois é. Você já pensou o quanto a suposta "igualdade" entre os sexos faz parte de um jogo de interesses socioeconômicos, culturais e religiosos?
Se você é mulher, provavelmente já passou por muitas situações em que foi colocada em condição de inferioridade. Talvez tenha percebido, ou não. Mesmo as que percebem, são poucas as que reagem. Afinal, a opressão de gênero está presente em todas as instituições: na família, na Igreja, na escola, no Estado... opor-se a ela é contestar toda a nossa formação, o que vemos na TV e o que ouvimos dos mais velhos!
Quando criança, aprendemos o que é "coisa de mulher" e "coisa de homem". Que mulher não deve agir "assim". Que tem que ser doce, meiga, frágil. O homem tem que ser "macho", se impor. Tem brincadeira certa para os dois sexos. Até a linguagem contribui: as profissões "femininas" são sempre as supostamente inferiores... as demais ¿ mesmo que a maioria seja exercida por mulheres ¿ são colocadas no gênero masculino.
Quantas vezes você foi atendida (o) por um secretário em uma repartição pública ou escritório? Geralmente são mulheres (jovens e bonitas, de preferência). A beleza masculina faz tanta diferença quanto a feminina?
Não paramos por aí. Pense nos chamados "programas femininos" da TV. Do que eles tratam? Culinária, beleza estética, família... os assuntos decisivos para a humanidade são assuntos de homens: política, economia... às mulheres restam as revistas de fofoca, aos relatos apaixonados e sofridos, a melhor forma de se criar os filhos (o pai é apenas um adorno). E olha que não vamos nem falar da exploração do corpo nem das propagandas de cerveja!
Nosso dever ¿ além de trabalhar fora ¿ é organizar a casa. Nossa sexualidade é tratada de forma pejorativa. E a igreja contribui ainda mais para "definir" o papel do homem e da mulher. E o que deveria ser colaboração, companheirismo, torna-se separação de tarefas. O que é "ser mulher" e "ser homem" não é algo pré-definido pela natureza, é uma construção social. Basta conhecer as diversas culturas espalhadas pelo mundo ao longo do tempo.
Se você acredita que essa realidade precisa ser desconstruída, e isso não pode ser feito isoladamente, junte-se ao nosso coletivo de mulheres!
Para entrar em contato, envie um e-mail para coletivomulheres@yahoo.com.br, ou inscreva-se na lista de discussão: coletivomulheres-subscribe@yahoogroups.com
Caso você seja do sexo masculino e deseje quebrar esses tabus, sua participação também será bem-vinda! Mas se por acaso você achar tudo isso uma grande bobagem, lamentamos. Infelizmente, é mais difícil para os opressores reconhecerem o quanto nos exploram. É contra isso que lutamos.
12:19 AM
Vamos à luta:
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